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Palmeiras empata, domina o jogo, mas esbarra na retranca do Guarani

O Palmeiras ficou no 1 a 1 com o Guarani, mas o resultado não conta toda a história da partida. Quem viu o jogo sabe: foi um confronto de ataque contra defesa, com o Verdão martelando o tempo inteiro e o adversário praticamente estacionando o ônibus.

Os números deixam isso bem claro. O Palmeiras teve 24 finalizações contra 15, dominou a posse com 60%, trocou 560 passes com 90% de precisão e ainda teve 12 escanteios contra apenas 2 do Guarani.

Ou seja, foi um jogo de um time só.

Guarani se fechou e jogou por uma bola

Depois de abrir o placar logo aos 8 minutos, o Guarani praticamente desistiu de atacar. O time se fechou, baixou as linhas e passou o restante do jogo tentando segurar o resultado.

Mesmo com 15 finalizações, a maioria foi em contra-ataques ou chutes de longe. Nada de pressão constante ou domínio real da partida.

Foi retranca declarada. E no fim, pagou o preço quando Flaco López empatou aos 77 minutos.

Vitor Roque perde gols, mas ainda tem crédito

Quem poderia ter resolvido o jogo antes foi Vitor Roque. O atacante teve chances claras e desperdiçou oportunidades que, em condições normais, ele costuma guardar.

Mesmo assim, é cedo para qualquer tipo de crítica pesada. O jogador ainda tem crédito, principalmente pelo histórico e pela entrega dentro de campo.

Centroavante vive de gols, e a tendência é que a bola comece a entrar.

Laterais ainda preocupam

Se o ataque criou, as laterais seguem sendo um ponto de atenção. Giay e Jefte ainda mostram muita irregularidade.

Problemas vistos no jogo:

Erros de posicionamento

Dificuldade na marcação

Pouca efetividade no apoio ao ataque

Decisões erradas com a bola

São jogadores que ainda precisam evoluir bastante para o nível de exigência do Palmeiras.

Confusão no banco mancha o jogo

Outro ponto negativo foi a atitude de João Martins e do treinador do Guarani. A discussão entre os dois acabou chamando mais atenção do que deveria.

Em um jogo que já estava tenso por causa da retranca e das faltas, a confusão só piorou o clima. Atitude desnecessária de ambos os lados.

Comissões técnicas precisam dar exemplo, principalmente em um campeonato estadual.

Resultado frustrante, mas classificação garantida

O empate não foi o resultado ideal, principalmente pelo domínio em campo. O Palmeiras fez o suficiente para vencer, mas esbarrou na retranca e na própria falta de eficiência.

Fica a sensação de dois pontos perdidos, mas também a certeza de que o time controlou o jogo inteiro.

Agora, no mata-mata, não tem espaço para desperdício. Dominar não basta. Tem que transformar o volume de jogo em vitória.

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