Salário de Fabinho assusta, mas Palmeiras precisa de volante de peso
Meio-campo segue devendo em jogos grandes
O nome de Fabinho, do Al-Ittihad, agrada, mas o alto salário do volante virou o principal obstáculo. A diretoria estuda um modelo de empréstimo ou alguma engenharia financeira para viabilizar o negócio, e isso mostra que o clube sabe da necessidade.
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| IMAGEM: DEFESAPALMERENSE (IA) |
O problema é que o Palmeiras vem sofrendo justamente onde não poderia: no meio-campo. Em jogos grandes, decisivos, o time perde intensidade, perde divididas e, muitas vezes, perde o controle emocional da partida. Falta um jogador de presença, de imposição física e mental.
Não é de hoje que a torcida cobra um volante de elite. Aqueles jogadores que chegam e mudam o patamar do time, que não se escondem em clássico e que fazem o adversário pensar duas vezes antes de atacar. Hoje, o Palmeiras tem peças úteis, mas nenhuma que imponha respeito imediato.
Fabinho é exatamente esse tipo de jogador. Tem currículo pesado, foi campeão em alto nível, jogou em grandes ligas e conhece o peso de decisões importantes. Não é aposta, não é promessa, é realidade comprovada.
Em jogos grandes, é esse tipo de atleta que faz a diferença. Aquele que ganha a segunda bola, que protege a zaga, que desacelera o jogo quando precisa e acelera quando o time está acuado. O Palmeiras sente falta desse perfil há algum tempo.
A questão salarial assusta, mas o futebol moderno exige investimentos em jogadores de impacto. Não adianta economizar no setor mais importante do campo e depois pagar o preço em eliminações dolorosas. O torcedor já viu esse filme antes.
Se o clube realmente quer continuar brigando por títulos grandes, precisa de jogadores grandes. E Fabinho, goste ou não, é um volante de peso internacional. Um nome que chega para resolver, não para compor elenco.
O que pesa na negociação
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| IMAGEM: DEFESAPALMERENSE (IA) |
Salário muito alto
Necessidade de acordo com o clube saudita
Possível divisão de vencimentos
Risco financeiro
Mas também é preciso fazer uma pergunta que a diretoria não pode ignorar: quanto custa continuar perdendo decisões por falta de um volante de elite?
O Palmeiras é um clube que briga por Libertadores, Brasileiro e títulos importantes todos os anos. Não dá para entrar nessas competições com um meio-campo que oscila justamente nos momentos decisivos. O preço da eliminação, da perda de títulos e da frustração da torcida também conta.
O torcedor quer ver o Palmeiras forte, competitivo e respeitado. E isso passa diretamente por ter jogadores que resolvam em campo. Se a negociação com Fabinho exige criatividade financeira, então que a diretoria seja criativa. O que não dá é para aceitar um meio-campo comum em um clube que se acostumou a disputar tudo.
No futebol de alto nível, quem quer ser protagonista precisa investir em protagonistas. E Fabinho, com toda a sua bagagem, é exatamente isso.


